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ICVM

ORDEM DOS ECONOMISTAS DO BRASIL - OEB
FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo - FECOMERCIO

ICVM – OEB/FECOMERCIO
Junho/2010

O Índice do Custo de Vida da Classe Média - ICVM, elaborado em parceria pela Ordem dos Economistas do Brasil - OEB e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo – Fecomercio, abrangendo o intervalo de renda entre 5 e 15 salários mínimos, indicou variação de 0,17 no mês de junho completando 2,79% no ano (período de janeiro a junho de 2010) e 4,93% nos últimos doze meses (período de julho de 2009 a junho de 2010).

O comportamento dos preços dos itens que compõem o grupo ALIMENTAÇÃO colaborou para mitigar a taxa do ICVM no mês de junho. A participação deste grupo no índice foi de -0,1688 pontos percentuais que corresponde a uma variação mensal de -0,94%. Os acumulados para este grupo de despesas no ano e nos últimos doze meses são, respectivamente, 4,13% e 5,17%. A variação do subgrupo Industrializados foi de -0,33%, sendo o açúcar com -15,25% e -0,0258 pontos percentuais, a principal contribuição negativa para este subgrupo. No subgrupo Semielaborados com variação de -1,19% em média no mês, o item mais importante para o recuo deste segmento foi o leite longa vida com -4,77% em junho, 22,79% no ano e -15,08% nos últimos doze meses. Em média, os preços dos produtos do subgrupo Hortifrutigranjeiros caíram 3,30% no mês. Este subgrupo foi norteado pelas taxas de variação das categorias frutas com -1,29%, legumes com -5,24%, tubérculos com -7,02% (batata com -14,40% e -0,0423 pontos percentuais no índice geral), verduras com -5,65% e ovos com -0,09%. Os preços das refeições consumidas fora das residências foram majorados em 0,78% em média. Este item acumula 5,42% no ano e 9,79% no intervalo de julho de 2009 a junho de 2010.

Os produtos integrantes do grupo HABITAÇÃO denotaram em média, variação de 0,27% no mês e 4,85% em doze meses. Os itens serviço doméstico com 0,62% e reparo no domicílio com 0,98% foram determinantes para o cálculo da taxa de junho da categoria serviços domésticos e conservação que foi de 0,48%. No item reparo no domicílio contribuíram para a alta, materiais como cimento com 2,15%, argamassa com 1,99%, tinta com 1,66% e areia com 1,07%. Este grupo de despesa é composto por três subgrupos, Manutenção da residência e comunicações com variação de 0,29%, Aluguel com 0,26% e Equipamentos residenciais com 0,21%.      

As variações de cigarros com 4,64% e viagem de excursão com 1,90% foram as mais influentes para a alta do grupo DESPESAS PESSOAIS que fechou o mês de junho com elevação de 0,69% ante 0,23% no mês precedente. O subgrupo Fumo e bebidas com aumento de 1,39% participou com 0,0453 pontos percentuais no índice geral. Os outros subgrupos também incrementaram este grupo, Recreação e cultura com 0,45%, Artigos de higiene e beleza com 0,26%, Serviços pessoais com 0,48% e Despesas diversas com 0,62%.

Com a autorização em junho de reajuste anual de 6,73% nos planos de saúde divulgada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os possuidores de contratos com aniversário em junho tiveram que desembolsar mais para quitação da mensalidade. No ICVM, os planos de saúde aumentaram em média 1,44% no mês, compondo 3,78% neste ano até junho e 7,41% para os últimos doze meses. Os preços dos tratamentos dentários, em média, subiram 0,95% em junho, 9,57% em doze meses e já atinge 6,56% neste ano. Os aparelhos corretivos como armação de óculos e lentes de contato, em média, subiram 0,94% e o subgrupo remédios e produtos farmacêuticos com taxa de -0,23% conclui este grupo. Os índices do grupo SAÚDE foram: 0,85 % para o mês, 3,98% para o ano e 6,64% para doze meses. 

Continua a retração da relação etanol/gasolina. Desde janeiro a junho de 2010, as taxas foram, na ordem, 72,85%, 73,47%, 67,14%, 60,10%, 56,52% e 53,05%. A proporção atual favorece o abastecimento do veículo com etanol, contudo não atingiu o mês de junho de 2009 que foi de 48,95%. O preço do etanol decresceu em junho 6,59% e acumula -19,49% no ano, no entanto registra 11,65% de julho de 2009 a junho de 2010. Os preços dos carros novos subiram 2,04% e o seguro voluntário de veículo encareceu 2,27% em média no mês e 7,40% em doze meses terminados em julho. O estacionamento de veículo teve alta de 1,15% e chega a 6,32% no ano e alcança 16,45% nos últimos doze meses. O grupo TRANSPORTES mostrou elevação de 0,35% no mês, soma 2,80% no ano e 5,16% nos últimos doze meses.

Em junho, reconhecido como último mês de alta de preços da estação, os artigos do grupo VESTUÁRIO seguiram com aumento médio de 0,68%. Este segmento acumula 1,43% no ano e 2,49% nos últimos doze meses. Os preços das roupas femininas subiram em média 0,41%, as masculinas 0,55% e as infantis 0,82%. Os subgrupos Calçados e acessórios de vestuário com 1,21%, Relógio, joia e bijuteria com 0,51% e Tecido, lã e aviamento com 0,19% complementam este grupo de despesa.  

O levantamento dos preços dos produtos e serviços do grupo EDUCAÇÃO indicou pequena variação de 0,02% para o mês de junho, acumulando 5,04% neste ano até junho e 5,45% para os últimos doze meses terminados em junho de 2010. Os subgrupos Ensino escolar, Material escolar e Livros didáticos apresentaram variações de, respectivamente, 0,01%, 0,49% e -0,36%.

     

Nota Metodológica

 

O cálculo do ICVM feito em parceria OEB/Fecomercio válido para o município de São Paulo, tem a estrutura de ponde­ração baseada na Pesquisa de Orçamentos Familiares de 1998/1999, efetuada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - FIPE. A faixa de renda abrangida compreende o intervalo entre 5 e 15 salários mínimos paulista (base). A metodologia compara os preços médios do mês atual com os preços médios do mês imediatamente anterior. Portanto, é importante ressaltar o fato do ICVM não retratar a variação de preços do primeiro ao último dia do mês.

 

Sobre a Fecomercio

 

A Fecomercio - Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Representa 151 sindicatos patronais, que abrangem cerca de 600 mil empresas, um universo que corresponde a 10% do PIB brasileiro e gera em torno de cinco milhões de empregos.

 

Sobre a OEB

 

A Ordem dos Economistas do Brasil - OEB, entidade civil cultural e de utilidade pública, criada em 1935, é a mais antiga representação dos economistas brasileiros. Voltada ao aprimoramento, atualização e prestígio da categoria profissional, promove cursos, palestras, workshops, sendo credenciada pelo Ministério da Educação para ministrar cursos de MBA "lato sensu". Contribui com as faculdades de economia na adequação de estruturas curriculares às necessidades regionais e coopera com as organizações privadas e governamentais em assuntos correlatos ao campo das ciências econômicas.

 

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Ordem dos Economistas do Brasil - Viaduto Nove de Julho, 26 | Utilidade Pública Estadual, Lei nro. 2145 de 16.6.1953 | Utilidade Pública Municipal, Decreto nro. 48.214 de 21.3.2007