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| ESPÍRITO
SANTO |
Localização
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LOCALIZAÇÃO:
Espírito Santo, estado brasileiro, fica na porção
oriental da região Sudeste.
FRONTEIRAS: Norte = Bahia; Sul = Rio de Janeiro; Leste = Oceano
Atlântico; Oeste = Minas Gerais.
ÁREA (km²): 46.184,1
RELEVO: baixada litorânea (40% do território) e serras
(interior)
RIOS PRINCIPAIS: Doce, São Mateus, Itaúnas, Itapemirim,
Jucu, Mucuri, Itabapoana
VEGETAÇÃO: floresta tropical, vegetação
litorânea.
CLIMA: tropical úmido
MUNICÍPIOS (número): 77 (1996)
CIDADES MAIS POPULOSAS: Vitória, Vila Velha, Cariacica,
Serra, Cachoeiro do Itapemirim
HORA LOCAL (em relação a Brasília): a mesma
HABITANTE: espírito-santense ou capixaba
POPULAÇÃO: 3.097.232 (2000)
DENSIDADE: 67,06 habitantes p/km2
ANALFABETISMO: 17,3% (2000)
MORTALIDADE INFANTIL: 28 óbitos antes de completar um ano
de idade, para cada mil crianças nascidas vivas.
CAPITAL: Vitória, fundada em: 8/9/1551.
A capital abriga um dos mais importantes portos do país,
por onde é escoada grande parte da carga de minérios
exportada, oriunda dos estados de Minas Gerais e do Pará.
HABITANTE DA CAPITAL: vitoriense
A composição da economia do estado baseia-se primordialmente
na agricultura e na indústria, embora seja significativa
a extração mineral, especialmente das reservas de
petróleo, gás natural e calcário. Na produção
agrícola, destacam-se as lavouras de café, milho,
feijão, arroz, abacaxi, banana, mandioca e cacau. Na criação
pecuária, o rebanho bovino chega a 1,9 milhão de
cabeças. Existem ainda 450 mil suínos e 5 milhões
de aves entre as principais criações de animais
do estado. Na indústria destacam-se os setores químico,
alimentício, madeireiro, metalúrgico e de mineração.
O estado produz um bilhão de kwh de energia em suas usinas
hidrelétricas, tendo consumido 4,5 bilhões de kwh
no período de julho de 1993 a junho de 1994.
O estado do Espírito Santo originou-se da criação
de uma capitania - Capitanias eram extensas glebas de terra doadas
pela Coroa de Portugal a membros da pequena nobreza, a fim de
repassar para a iniciativa privada a tarefa e os custos de promover
a colonização. O sistema de capitanias hereditárias
foi implantado entre 1534 e 1536. A colônia foi inicialmente
dividida em 15 capitanias (faixas de terra com 50 léguas
de largura) que se estendiam do litoral até os limites
do Tratado de Tordesilhas (assinado entre Portugal e Espanha,
com a intermediação do papa, em 7 de junho de 1484,
estabelecendo que todas as terras situadas a leste de uma linha
imaginária traçada a 370 léguas a oeste do
arquipélago de Cabo Verde, na África, pertenciam
a Portugal, enquanto as terras situadas a oeste dessa linha pertenciam
à Espanha). Foram doadas a 12 capitães donatários.
Mais tarde, foram criadas novas capitanias - doada a Vasco Fernandes
Coutinho, fidalgo português que aportou na região
a 23 de maio de 1535.
Tratava-se de um domingo do Espírito Santo, razão
pela qual a capitania recebeu esse nome. Os indígenas que
habitavam a região apresentaram muita resistência
ao processo colonizatório, recuando para a floresta e iniciando,
a partir de então, uma luta de guerrilhas contra os portugueses,
que se prolongaria até meados do século seguinte.Além
dos índios, os colonizadores tiveram ainda que enfrentar
constantes incursões de piratas franceses, holandeses e
ingleses na região.
A partir do século XVII, com a criação dos
primeiros engenhos de açúcar, o interior do estado
começou a ser povoado, desenvolvendo-se a atividade agrícola
e o comércio. No início do século XVIII,
porém, a economia local entrou em processo de estagnação
e a capitania, até então subordinada à Bahia,
foi reintegrada à Coroa. Em 1810 adquiriu plena autonomia,
passando a ser administrada por um governador. Com a chegada de
imigrantes suíços, alemães, holandeses e
açorianos, a partir de 1823, a economia da região
voltou a crescer.
Embora os fazendeiros tenham se arruinado com o fim da escravatura,
em 1888, a grande corrente de imigração liderada
por italianos, que se manteve de 1892 a 1896, fez crescer a cultura
do café, saneando as finanças do estado e permitindo
o seu desenvolvimento. Essa base agrícola histórica
deu origem à denominação "capixaba",
dada às pessoas originárias do estado do Espírito
Santo, que, na língua indígena tupi, quer dizer
terra "boa para a lavoura".
No decorrer do processo de imigração européia
desencadeada no Brasil durante o século XIX, diversas comunidades
alemãs foram criadas na região serrana do estado
do Espírito Santo, dando origem a uma paisagem marcada
por traços da cultura européia e à adoção
de costumes típicos dos países daquela região.
Este é o caso do município de Domingos Martins,
a 46 km de Vitória, nas barrancas do rio Jucu, muito utilizado
para competições de canoagem, por seu relevo acidentado
e repleto de pequenas cachoeiras. Nesse local, em 1847, foi fundada
a colônia de Santa Isabel, primeiro povoado de colonização
alemã no estado. Traços dessa colonização
germânica podem também ser encontrados nos municípios
de Paraju, Biriricas, São Miguel, Melgaço, Marechal
Floriano e Santa Maria.
Todos os anos, em janeiro, tem lugar na região a Festa
do Imigrante Alemão e, em fevereiro, a Festa do Chucrute,
reunindo, ambas, grande quantidade de descendentes dos primeiros
colonizadores.
Santa Leopoldina, situada 50 km a noroeste de Vitória,
também se originou como um centro de colonização
alemã no século XIX. Atualmente, o município
tem 30 mil habitantes e sua principal atração é
o Museu do Colono, que guarda material representativo da colonização
alemã e eslava na região.
Imigrantes italianos também chegaram ao estado, instalando-se,
em sua maioria, nos municípios de Aracê e Araguaia.
Encontra-se em Aracê, a famosa rocha chamada Pedra Azul,
de 1.822 metros de altura, onde também se encontra uma
caverna, a gruta da Pedra Azul.
A região onde hoje se encontra o estado do Espírito
Santo foi, no passado, terra de índios valentes e guerreiros,
que lutaram violentamente contra os primeiros colonizadores, para
manter o estilo de vida que conheciam e não se deixarem
subjugar pelos europeus que pretendiam transformá-los em
escravos. Atualmente, no entanto, a população indígena
do estado ficou reduzida a um total de 884 habitantes, divididos
em três grupos (Caieiras Velhas, Camboios e Pau Brasil),
que ocupam área total de 4.492 hectares, já demarcada
pelo governo federal, por intermédio da Fundação
Nacional do Índio (FUNAI).
Fontes:
IBGE / República
Federativa do Brasil / Governo
do Estado do Espírito Santo
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Turismo
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Uma riqueza
merecedora de conhecimento, a história do Espírito
Santo é valiosa e registra boas surpresas. Um passado glorioso,
cheio de conquistas, personagens interessantes e curiosas construções,
fez com que a configuração do Estado valorizasse seu
antigo e conservado patrimônio. Nos 468 anos de história,
as diversas fases marcadas por erros, acertos, derrotas e conquistas
fizeram com que o Estado avançasse e chegasse a um novo século
cheio de esperança.
A
partir de 1535 a exploração foi iniciada por Vila
Velha. Logo foram descobertos os encantos da baía. O grupo
comandado por Vasco Fernandes Coutinho visitou as inexploradas ilhas
na época, atravessou o Canal da Passagem e chegou ao maior
pedaço de terra, atual Vitória, que logo foi escolhida
a principal ilha do arquipélago. Para a ocupação
foi apenas uma questão de tempo, muito trabalho, coragem,
persistência e amor à nova terra descoberta.
Um Estado que faz a alegria de seus moradores, também tem
boas condições de agradar aos visitantes. Em busca
por oferecer qualidade de vida para os seus habitantes, o Espírito
Santo convida ao conhecimento de seu passado, sem desprezar as vitórias
de seus governantes. Desvendar às obras de um tempo marcado
por conquistas, numa época cheia de dificuldades consiste
em entender melhor o presente para planejar melhor o futuro.
Num momento em que o Turismo ganha força como atividade econômica,
valorizar os turistas, que estão em busca de conhecimento
e prazer e novos interesses, consiste em investir em desenvolvimento
e na concretização da imagem junto ao país
e ao mundo.
Os referenciais históricos estão por todo lado na
Capital. Batizada de Vitória, a cidade evoluiu sem descuidar
de sua memória. O interessante roteiro admirado pelo morador,
certamente também será aprovado pelo turista mais
atento. Em busca do novo, em tempos modernos, os visitantes se surpreenderão
com a beleza do antigo e conservado patrimônio de todos.
Em Vitória, o primeiro desembarque dos portugueses se deu
no atual Porto de Caieiras, na época Santo Antônio.
Em Lisboa, o santo dos milagres. Em 1551 Vitória foi fundada,
no dia 08 de setembro, data em que ocorreram grandes combates pela
posse da ilha, entre portugueses e os índios.
Não há como ficar alheio ao imponente e majestoso
Palácio Anchieta. O início de sua construção,
em 1551, coincide com o início da vila, atual Vitória.
O nome da construção, São Tiago, é o
mesmo do santo padroeiro do dia da inauguração, 27
de julho de 1551. Junto com a igreja, foi construído o Colégio
dos Jesuítas, e as primeiras casas e engenhos da vila. Em
1573, foi construída a nova igreja de São Tiago. Serviu
em muitas épocas como residência dos presidentes do
Espírito Santo. Na fachada lateral da esquerda, por muito
tempo, ficou sepultado o padre José de Anchieta, local conhecido
como Túmulo de Anchieta. Fica localizado na Cidade Alta e
seu principal acesso é pela Escadaria Bárbara Lindenberg.
Desde o século 18, o prédio é a sede do Governo
do Estado do Espírito Santo. Recentemente reformado, é
um belo atrativo turístico da Capital.
Belos prédios e igrejas antigas são comuns nas vias
principais. Na Jerônimo Monteiro - ex-rua da Alfândega
- chama a atenção o casario de contornos neoclássicos,
art noveau e colonial. As igrejas e os conventos fascinam não
apenas os mais religiosos, mas também aqueles turistas atentos
aos detalhes.
O Teatro Carlos Gomes fica a poucos passos da velha Faculdade de
Filosofia - a restaurada Fafi - e do Museu de Arte do Espírito
Santo (MAES), imóveis edificados na mesma época e
influência neoclássica. O teatro foi inaugurado em
1927, tendo sido concebido pelo arquiteto André Carloni,
então contratado pela Prefeitura de Vitória para tocar
a obra.
O Largo da Costa Pereira, arborizado e ajardinado em 1922, virou
a Praça da Independência. A Costa Pereira era o coração
da Ilha. Local dos encontros sociais, enquanto aguardavam as matinês,
os homens rodavam de um lado e as mulheres de outro. Os olhares
insinuantes não escondiam as intenções, num
lugar que marcou várias gerações, e apresentou
mudanças inevitáveis em função do crescimento
da cidade.
Guardião
Mais à frente, o Penedo, guardião da baía de
Vitória toma conta da ilha. O nome original da pedra era
Pão de Açúcar, pois os portugueses a achavam
parecida como um famoso pão de sua terra natal. Ele é
que dá as boas-vindas, solene e majestoso, aos comandantes
de navios e passageiros de diversas embarcações que
se encantam com a entrada da cidade. A comparação
entre Vitória e outras partes do mundo feita pelos responsáveis
em levar as embarcações de país a país,
cidade em cidade e continente a continente é inevitável.
Os comandantes são unânimes ao destacar a beleza da
baía de Vitória e sua incrível proximidade
com as construções do Centro, beleza e harmonia.
Cais
A edificação dispunha de instalações
para embarque e desembarque de passageiros, carga e descarga de
hidroaviões (aeroplanos providos de flutuadores próprios
para pousar na água). Santo Antônio foi escolhido para
abrigar o Cais em função da calmaria de suas águas,
a topografia do bairro contra o vento nordeste e a localização
próxima ao Centro da Cidade.
Fonte: Governo do Espírito Santo
Ministério do Turismo - EMBRATUR
Links Interessantes:
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